Diretoria participa de debate sobre propostas do governo

 

 

A diretoria da Ascade, representada pela diretora de Assistência Social, Fátima Mosqueira, participou na última quarta-feira, 20 de maio, de um debate virtual sobre as propostas do governo que impactam a vida dos servidores públicos.

“Propostas e Decisões do Governo – Implicações na Vida dos Servidores Públicos”. Esse foi o tema da primeira edição do Ciclo de Palestras, por videoconferência, da Federação Nacional dos Servidores dos Poderes Legislativos Federal, Estaduais e do Distrito Federal (FENALE).

A palestra foi ministrada pelo cientista político e pós-graduado em Compliance e Governança pela Universidade de Brasília (UnB) Jorge Mizael. O painelista, que cursou Business Management na Ohio University, é sócio da consultoria Metapolítica e atua na área de Relações Governamentais desde 2011. Ele fez uma reflexão sobre as dificuldades que o país enfrenta.

“A escolha do Jorge Mizael foi muito positiva. Ele levou considerações sobre a realidade do momento atual em que vivemos uma crise política, social e econômica. O debate foi muito rico e contou com a participação de associações e entidades de todo o Brasil”, disse Fátima, que é diretora de Entidades Parceiras da FENALE.

Mizael fez um alerta para que os dirigentes sindicais fiquem atentos as informações tóxicas e falsas no atual cenário de crise. “Hoje existe uma nova epidemia que é a infoxicação, fruto do bombardeio intenso e constante de informações. É preciso ter cuidado para filtrar e checar essas informações que muitas vezes são de fontes pouco confiáveis, causam alarmismo e podem fragilizar as entidades representativas de classe”, explicou.

Entre os pontos apresentados por Mizael estão os ataques do governo federal aos servidores públicos como as falas do ministro da Economia, Paulo Guedes, chamando-os de “parasitas” e pedindo que “não assaltem o Brasil”. Para ele, o Executivo se coloca como um oponente dos servidores. O palestrante citou as propostas em tramitação no Congresso que atingem os servidores como as PECs Emergencial, dos Fundos Públicos, do Pacto Federativo, da Regra de Ouro, da Reforma Paralela, e projetos que tratam da demissão por insuficiência de desempenho e do teto remuneratório.

O palestrante abordou também o pioneirismo do Congresso Nacional em votações remotas. “O Senado foi o primeiro parlamento do mundo a adotar esse tipo de votação, o que é um ganho muito importante nesse cenário de pandemia. Por outro lado, existem matérias que estão sendo aprovadas com muita rapidez e sem ouvir a sociedade, como foi o caso do Orçamento de Guerra”, afirmou.

Ele destacou que uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) leva em média quatro anos para ser aprovada. “A PEC do Orçamento de Guerra foi votada em três dias. As possibilidades de atuação das entidades sindicais estão sendo reduzidas e isso passa a ser um risco à democracia”, destacou Mizael. “Um dos pontos negativos é que nós não estamos tendo esse diálogo, o que é preocupante”, completou Fátima.

Por fim, o palestrante apresentou os desafios para as entidades sindicais: firmar-se como uma força patriótica, que trabalha pelo bem do Brasil; divulgar a capacidade técnica e alta qualificação do serviço público; e restabelecer pontes com as bases, que se dividiram com a polarização desde 2014.

 

Fonte: Ascom / Sindilegis