Ascade enaltece contribuição para o esporte olímpico

 

A presidente da Ascade, Fátima Mosqueira participou de uma audiência pública na Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados. O debate aconteceu na tarde da última quarta-feira, 23 de maio, e reuniu dirigentes de clubes sociais e esportivos, sindicatos e federações de clubes de todo o Brasil.

A Comissão discutiu o Projeto de Lei nº 6718/2016, que altera o montante de recursos provenientes das loterias para a formação de atletas de base, olímpicos e paralímpicos. Atualmente, os clubes recebem 0,5% dos recursos brutos arrecadados. Em 2017, esse percentual somou R$ 61 milhões. Os representantes das associações esportivas solicitaram que o valor seja dobrado.

Fátima Mosqueira destacou o trabalho realizado por entidades representativas de servidores públicos: “Temos os exemplos das APCEF’s e AABB’s que têm unidades em todo o Brasil para desenvolver ações. Então eu peço uma atenção especial para essa questão”. A diretora ressaltou importância do projeto para o desenvolvimento do esporte no país. “A Ascade atualmente tem só uma unidade do clube esportivo, mas auxiliamos na formação de base dos atletas com o intuito de ajuda-los em sua escalada ao topo. Muitos chegam diante de nós, pedindo ajuda com o ‘pires na mão’, e somos capazes de testemunhar sobre as dificuldades em suas jornadas”, disse.

Para o presidente da Comissão, o deputado Alexandre Valle (PR-RJ), existem outros desafios a serem superados: “O que nós queremos é que haja efetivamente uma fiscalização muito maior sobre esses recursos”.

Segundo o presidente da Confederação Nacional de Clubes (Fenaclubes), Edson Garcia, aproximadamente 80% dos atletas olímpicos têm vínculo com os clubes. Edson explicou como é feito o repasse: “Dez por cento vão para o esporte escolar, 5% para o esporte universitário, 15% para o paraolímpico. Nós gastamos no máximo 20% em despesa administrativa. Conclusão: sobram 50% para o esporte olímpico”.

O projeto

O texto é de autoria dos deputados César Halum (PRB-TO), Evandro Roman (PSD-PR), Andres Sanchez (PT-SP), Arnaldo Jordy (PPS-PA) e Roberto Góes (PDT-AP) e foi apresentado no Plenário da Câmara em dezembro de 2016.

A votação do PL estava prevista para acontecer ainda essa semana, mas foi adiada graças a um pedido de vista coletivo impetrado pelos deputados Arnaldo Jordy (PPS-PA), Flávia Morais (PDT-GO) e Leonardo Picciani (MDB-RJ).

Com informações da Agência Câmara.